
Em um mundo onde o essencial é ter poder,
A válvula de escape é o sofrer.
“Pise nas pessoas”,
“Financie a tristeza e a pobreza”,
Pois, “os fins justificam os meios”.
Esse são os dilemas de quem não tem receio.
Enquanto a riqueza econômica que gira esse sistema
Possuir mais valor que a voz do coração,
Inúmeros povos sofrerão.
Para o homem o fundamental é a ambição,
De ter bens, territórios, pessoas...
Tudo na palma da mão.
Campos de extermínio,
Cidades destruídas,
Até mesmo, as bem erguidas,
Soldados mortos por bombas...
Porém, o que interessa mesmo
São os lucros no final das contas.
A ilusão criada por interesses fúteis,
Espada retirada da sagrada e divina pedra,
Só para ser enfiada em um semelhante
Essa é uma das mais triste, das mil e uma
Faces do planeta Terra.
Irmão contra irmão,
Ou melhor, dizendo...
Laços de traição,
Por cego patriotismo,
Ideologia de uma cruel nação.
Medalha por medalha
E honroso é ser herói,
Ter esse orgulho assassino
Que é uma falha.
Erguem bandeiras, armas e cabeças,
Acreditando que depois de tanto sofrimento,
A paz e a prosperidade finalmente apareçam.
Guerras:
Mudança da calma em raiva,
Transformação do amor em dor,
Uma metamorfose da vida em dinheiro.
Chega de tanto rancor!
Olhos magoados se cansaram dessa tempestade,
Desse espetáculo onde viver é um filme de terror,
Doses de fatalidades.
Danillo Rodrigues, 25 de agosto de 2009.
Salvador, Bahia, Brasil.
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