and I got lost in my thoughts

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

De mansinho pra ela não me ver

Entro em casa de fininho
Para ela não acordar,
Mas não adianta,
Pois ela já está na sala a me esperar.
Sentada no sofá, com uma cara malvada,
Fazendo-me centenas de perguntas
E acabei gaguejando...
Foi formada uma tremenda confusão
E eu ainda nem sequer disse onde estava.
Ela nem acendeu a luz pelo menos,
O problema foi construído em uma enorme escuridão.

Nesse escândalo da madrugada
Eu não tenho direito de nem um cm. de razão.
“Amor, eu fui me encontrar com os amigos,
Tomar uma gelada, conversar fiado, ver futebol...
Foi mal, desculpe-me”
Queria poder dizer essa verdade absoluta,
Mas um copo veio voando em minha direção
E mesmo que dissesse, adiantaria não.
A fissura dela em achar que eu estava com outra
È mais forte que a verdade.

Tento pedir pra ela pegar leve,
Juro que tento,
Todavia, já são três da manhã
E minha senhora amada
Está mais vermelha de raiva do que uma maçã.

Tapas e gritos já não são o suficiente,
Então ela vai pro eficiente:
“Eu vou te matar, miserável”,
Esquivo-me, digo para ela manter a calma,
Ter pena da minha pobre alma,
Que a ama tanto.

Querida, não fique aos prantos,
Tudo passa, inclusive a hora,
Deixa-me ir dormir.
Tenho horário para chegar no trabalho,
Acordo cedinho, preciso colocar comida na mesa,
vamos deitar em paz, abraçadinhos
E esquecer essa ligeira tristeza.

Danillo Rodrigues, 20 de setembro de 2009
Salvador, Bahia, Brasil.

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