and I got lost in my thoughts

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sentimentos se esvaem






E como é belo abrir a porta e permitir que cada sentimento possa se esvair...

A velocidade absurda dos momentos desse mundo efêmero
Lança feitiços sobre a vida tola que esse povo sustenta.

Pobre de mim

Que sei como será daqui pra frente.
Não há mais dúvidas em minha mente
Consegui entender absolutamente tudo:
Os ventos frios estão muito fortes ultimamente

A carne de Maria






Eu assassinaria meu futuro,
Queimaria tudo
Apenas pra ter o seu prazer em mim.
Do toque na sua pele macia, fina como uma seda.
O sacrifício, a santa oportunidade de tê-la,
Tê-la para sempre

Contudo, o mar de problemas surge,
Pois em minha cabeça realista o conceito de ‘para sempre’ é finito,
Não me limito, não quero limites.

O garoto que conhecestes ficou lá atrás
A inocência foi devorada pela sensualidade presente no teu espírito.

Entorpece-me, bagunça a minha mente
Tu Transformas o sabor amargo da vida
Em puro doce, mel
Que escorre pelos lábios e se espalha por todo o corpo.

Troco as palavras, procuro razão,
Perco-me em ti
Sem querer me encontrar.

O que me resta agora é apreciar você como se não houvesse amanhã,
Todavia, não quero a carta do escravo sobre a mesa,
Se eu não pilotar a situação
Serei arrastado pela correnteza do seu rio,
Afogando-me em completo vício.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um voô sem asas




Lanço-me, sem medo e sem asas.
Eu me mexo, me estico.
Olho para baixo,
Vejo a correnteza do mar
E ouço o barulho das ondas;
Olho para cima...
E tento viajar por esse céu azul
Com poucas nuvens e um poderoso sol.

A velocidade é enorme
Mas, mesmo assim,
Consigo reparar
Que no horizonte há um místico farol.

A brisa está maravilhosa,
Quico diversas vezes,
Mas não fico enjoado em momento algum
E é uma pena, pena que a velocidade está indo embora...
Eu poderia ficar aqui por meses!

domingo, 7 de agosto de 2011

Julgo-te mal





Oh! Amor que decola...
Se tu tens,
Eu não sei...
Continuarei sem tal informação.

Só quero que saibas
Que quando outro mundo vier,
Espero que o egoísmo reine.
A minha reza é pra que ele não te aceite
E sim que te devore.

Será mesmo que a esperança é a última que morre?

Que os demônios daqui
Sejam os deuses de lá.

O que te afaga o rosto
È uma faca bastante afiada.
O teu vicio não te leva a nada.
Instrumento de apenas uma nota,
A bela noiva morta
Que adora dançar.

Passos sutis que eu te ensinei,
Agora quero que me devolvas.
Batalhe pelo seu eu perdido,
E de uma vez por todas
Esqueça meu coração partido.

A máquina do mal

Esse ai eu escrevi qnd era guri, dai eu reencontrei o poema, e resolvi postar ^^






Toc toc toc !
E o medo bate na porta das sociedades,
Tristes cidades
Que são atormentadas pela violência desnecessária.

Orientais e ocidentais
Brigando por falsos ideais,
Afinal, o que está por trás de tudo
É o dinheiro,
Porém não podemos culpá-lo
Por nossos erros,
Pois o ser humano criou seu próprio monstro.

Filhote da ganância
Gerando caos
E toda essa matança.
Tudo isso por um pedaço de papel.
E o papel do ser humano?
Fica aonde?
Em que lugar essa resposta se esconde?

Enquanto essas engrenagens girarem
A situação não mudará,
Apenas vai piorar
E o lado ruim do homem se espalha
Como um câncer
Até todos se matarem.

domingo, 3 de julho de 2011

A minha espada é MINHA espada !






E com veneno em suas veias
Ele luta como se não houvesse o amanhã.
Sentimentos nobres?
Bravura por ti?
Não, isso tudo é banal,
A procura é por respeito,
Mesmo que as boas aventuras fujam dele,
Ele continuará caçando.
Se o benefécio for a nível mundial,
Que se dane!
Ele apenas deseja o mel
E conquistado pelas suas próprias mãos.
Se todos lucrarem com isso
Será apenas uma consequência
E não a causa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Deadman (?)





Tudo tão “certo” e “estabilizado”,
Sem evolução,
A amargura da rotina
Girando as engrenagens da crueldade.
A sombra da certeza.
Falta questionamento
E sobra maldade.

O medo e as correntes
Matam os pensamentos, todos os dias,
E a agonia inflama como uma ferida.
Mente acuada,
Qualquer milagre é bem-vindo.
Só não posso deixar a esperança ser roubada.

Vivemos em um projeto perfeito e controlado
E parece que ninguém se importa,
Mas eu sou diferente,
Eu daria meu coração sangrando por uma razão...
Razão de ser livre

Clichê de um poeta




Estou longe,
Olho para a palma da minha mão
E vejo a solidão,
Tristeza de um poeta.

Mais um escritor clichê,
Porém não é por isso que a caneta irá parar,
A tinta escorre e cria meu mundo.
Oceano sereno,
Sozinho mergulho bem fundo.

Afogo-me nesse mar e em meu copo,
Procuro palavras e sentimentos,
Reviro meu corpo,
Trago um cigarro,
Observo com o rosto pálido os momentos.
Sigo meu rumo,
O rumo de um poeta sozinho,
Tento a felicidade, mas só pra não perder o costume
Eu vou sumindo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Seguindo os trilhos




Tenho que correr, me apressar,
Pois não posso me atrasar.
O desejado trem já irá passar.

Comprei o bilhete há muito tempo,
Estava ansioso para fazer essa viagem
Que me levará para um novo lugar,
Local de um novo eu.
Estou feliz e o que mais importa é a passagem.

Sentindo-me completo, livre e coroado.
Novamente serei rei de um esplêndido reinado.
Na estação, as malas esperam o embarque,
Inédito tempo,
Conhecendo mais um destaque.

Agora acordei para quem eu sou
E para o que devo fazer.
Foquei em algo, penso em tudo que irei dominar.
Respirar um novo ambiente.
Satisfação é conhecer mais um lado da minha vida
E o destino grita: Tente!
“Transforme o cotidiano, torne-se seu mundo e esteja contente”.

Entrarei nesse trem,
Na bagagem estão os meus livros.
Transporte para um novo ciclo.
Uma antiga fase termina aqui
E outra começa nesses trilhos.
Da alegria eu sou pai,
Da ansiedade sou apenas filho...

Tal e qual o milho que ainda nem virou fubá.

Atlântida




Forte, bem erguida e com muralhas de bronze.
Fui tecnologia e submergi,
Com cultura riquíssima
Era soberana
E outros povos eu nunca temi.

Sou destaque, sou lenda, sou mistério, sou um conto de Platão
Que com enorme paixão
Descreveu-me como potência.
Meus cidadãos são sereias e são tritões.
Cidade de Poseidon e de Atlas
Nação marinha,
E se até hoje me procuram
É porque se fascinam com minhas histórias e com minhas magias.

Talvez pudesse até dominar o mundo
Se não fiz isso é porque as coisas mudam
E hoje estou no fundo...
No fundo do mar
A espera de meus alunos, meus professores e meus deuses...
Que eles venham me buscar.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Universo com você




Quando lhe conheci
Sabia que tu eras a pessoa certa para os meus planos,
Necessito de uma mudança cosmo-espacial
E tinha certeza que você viria comigo.

E então...

Fomos morar nas estrelas
E por centenas de anos vivemos abraçados.
Observando planetas e cometas,
Os mundos do pequeno príncipe
Estavam de portas abertas para nós.
Resolvi que não vou voltar pra Terra,
Aquele lugar tem cheiro de guerra,
Prefiro ficar aqui no alto com você
E ir migrando entre as galáxias e constelações,
Sem se preocupar com o que vai acontecer.

Buracos negros são túneis que nos transportam
Para outros lugares desse infinito universo
Se depender de mim, viveremos por mais de mil anos,
Pegando carona em estrelas cadentes
E sempre pensando em lindos versos
Versos que escrevo sempre e somente para ti.

sábado, 5 de março de 2011

sure or doubt?




Já me acostumei com seu sorriso
E com o seu olhar,
É bom ter você por perto,
Ruim mesmo é lhe esperar.
Já estou com saudades,
Quero que você venha me visitar.

Logo eu, que trocei a espada pelo escudo
Logo eu, que não queria criar laços
E estranho é afirmar que estou partido em dois pedaços...
...Optei em expressar-me e não ficar mudo.

Na janela eu lhe aguardo
Pra garantir um beijo e um abraço,
Carinho e amasso.
Noite bem estrelada e com uma lua tão brilhante,
Madrugada perfeita pra nos tornarmos amantes.

E se por acaso você perguntar-me
Se tenho certeza do que estou sentindo...
Minha certeza é um talvez,
Pois pra mim isso pouco importa
O que importa mesmo é momento esperado
O momento da incontestável insensatez.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Triste artilharia





Estou em completo desespero
Eu e milhares, dezenas de milhares...
Estou preso na loucura humana,
A mais insana,
A insanidade sem razão.
Meus amigos caem ao meu lado
Mas, infelizmente,
Estou sempre ocupado sobrevivendo
Olhos bem abertos e Rifle na mão.

O terreno cede, explode a terra,
Não agüento mais essa guerra,
Vida de trincheira é chacina,
Tenho saudades da minha esposa,
Quero voltar pra minha casa
Quero voltar pra minha sina.

A ilusão de um país melhor
Trouxe-me até esse inferno,
Já nem creio mais na ideologia,
Só creio na minha agonia
E na esperança
Que talvez fique em óbito
Junto comigo.
Talvez ela seja apenas
Mais uma doce ilusão,
Ou então
A força que irá me retirar
Desse pesadelo,
Dessa real e triste situação.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O soberano fogo




Fogo, ele queima!
Ele te faz ter medo
E ter respeito.

Elemento soberano,
Jamais a mera raça humana
Será mais poderosa do que ti.
Toque-o e irá se ferir.

Descobri que as chamas
Podem modelar, deformar.
És o mais forte do mundo,
Flagrei-me a lhe admirar
E pensar
Que sua magia é restrita
E com ela não se deve brincar.

Os homens tentam te dominar,
Mas é inútil,
Pois quando você foge do controle
És tu que domina
E nos torna vítima dessa sina.

O fogo vai se alastrar, se espalhar
Trazendo calor e temor.
Quente até ferver,
Quente até matar
Transforma o planeta em cinzas.
Brasa que nunca apagará

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O tempo é uma maré

O tempo vai funcionando
Como a maré:
Trazendo e levando os momentos.

Os tempos de solidão,
Os tempos de carinho,
Os de pouca e muita crença,
Os de inteligência e os de indiferença.

Todavia, sendo o ser humano um ser mutável,
Sempre afetado por outros humanos
E por meios sociais,
Acaba transformando os momentos
Em “substâncias heterogenias”,
Nunca o deixando ter uma única “face”.

E o tempo, com uma força imensa,
Empurra para dentro da vida pessoas e cenas,
Porém, também sabe levar as coisas embora.
O jeito é esperar o que está por vir
E perceber que, na maioria das vezes,
Alguém aparece em boa hora.
Alguém para sair.
Alguém para conhecer.
Alguém para conversar.
Alguém para me fazer parar de pensar
No que o tempo vai me reservar.