
Pinto a rotina,
Misturo cores exóticas,
Formo uma cortina
E logo após eu abro-a,
Somente para ver pela janela o amanhecer.
Respiro um arco-íris
Apenas para pensar em seu rosto
E colocá-lo em uma tela limpa e pura.
Seu belo sentimento...
Será que estou à altura?
De um belo carinho
Extraí sua textura.
Qual a cor do amor?
Desta vez farei a melhor pintura,
Pois descobri onde seu coração mora,
Usarei os tons certos
Que encontrei explorando mundo a fora.
Sou filho da arte e cresci
Quando encontrei minha doce “Monalisa”.
Seus lábios são como o vermelho de Marte,
Teu corpo pede meu pincel,
Sua alegria transforma o meu ócio
Em uma inspiração forte como ópio.
Dor, hoje não irei tê-la,
Quero apenas estar com ela em casa
E desenhar algo peculiar olhando para o espelho.
Buscar diversas motivações sem borracha,
“Vestir-me” de embriaguez, felicidades e aquarela...
Para que eu possa viver menos os meus medos.
Danillo Rodrigues, 25 de fevereiro de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil.
