and I got lost in my thoughts

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Amigo Psicólogo

Meu quarto e sala já estão saturados,
Cheiram a planta, álcool e cigarros
E magoados ficam aqueles que estão ao meu redor,
Não suportam o jeito que toco minha vida,
Apontam e julgam as minhas grandes feridas.

Amigos bacanas me iludem e me divertem
Seja aqui ou em qualquer lugar
Aqui, ou até em Copacabana.
São andarilhos sedentos por carinho,
Todos eles têm suas amadas
E cada par traça seu caminho,
Deixando nele pegadas,
Com enorme vontade de chegar ao rumo desejado,
Em direção do seu privado Eldorado.

Porém, sinto-me mais do que perdido,
Tento achar a direção certa,
Mas não vejo quem está ao meu lado.
Não sei nem me ver.
Não conheço minha estrada,
Nem mesmo meu estado.

A esperança pode até ser a última que morrerá,
Contudo, é a mais doente.
Não reclamo, apenas observo.
Vivo os dias de sol
E procuro brilhar perante a lua,
O problema é a falta de ímpeto
Que causa diversos estragos.
Ah! Não precisa me ouvir mais.
Liga o som, me veja um copo cheio e mais um trago.

Danillo Rodrigues, 16 de Junho de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

E agora surpresa?


Nós não sabíamos,
Mas já estava tão próxima a despedida
E se abriu uma enorme ferida.
Tempo mudado,
Destino alterado!

Mesmo com a doce rosa morta,
Fui enfrentar de cara a realidade,
Com um copo de vigor, cheio!
Todavia, ainda sentia saudade do cheiro da felicidade.


Talvez no amanhã eu me motive com qualquer coisa,
Algo que me faça esquecer os problemas.
Sentimentos saudáveis sem querer foram expulsos do meu sistema.
Um fluxo não concluído
Deixou-me com sabor de amor perdido.

E agora?
O ontem como um segredo,
Tento manter escondido,
No hoje vou caminhando,
Para que eu possa ter forças de construir um futuro bem erguido

Danillo Rodrigues, 14 de Junho de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil.

O poder da Opinião

Parece que as pessoas só enxergam o que querem,
Ou o que deixam!
Tudo debaixo dos nossos narizes
E custa muito conseguir observar,
Entender o que ninguém se esforça para compreender.

Culpa da preguiça e da ignorância,
Se transformando em preconceito.
Graças a essa mediocridade,
Nem tudo que é bom, é aceito.

È por isso que eu gosto de Raul Seixas!
Não me prendo em opiniões formadas,
Não tolero uma mente fechada.
Cabeça ampla e sem cadeado,
Só assim conseguirei ser o que realmente sou
E ir em busca do meu Eldorado.

A evolução está logo ao lado
E mesmo assim
Poucos provam dessa doce fruta.
Muitos preferem viver nesse mar de estupidez,
Devem parar de beber essa cicuta.

Temos que contemplar o sábio conhecimento,
Focar a mente em coisas boas
E nos lembrarmos que o pensamento
Atrai acontecimentos!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Depende de você

Acorde e levante bem!
Pegue logo aquele trem
Que se chama vida.
Acenda um cigarro,
Ligue as idéias,
Sete destrezas sérias.

Evolua sem ficar cego pelo ouro
E não é pecado errar e tentar de novo,
Pois viver não vem com um manual
Para se ler e aprender.

Não planeje tanto o futuro, espere-o,
Modele o presente, do seu modo,
E tendo experiências de uma maneira sagaz.
O que passou, abstraia,
“O passado é uma roupa
Que já não nos serve mais”.

A próxima estação é uma incógnita
Cheia de mistérios e curiosidades
Esperando-te chegar para ter
Uma viagem repleta de intensidades,
Ou quem sabe até o tédio aguarda-o.
Tudo é auxiliado pela sua astúcia,
Pode-se ficar mal ou bem
Depende de você e do seu nível de angústia.


Danillo Rodrigues, 07 de maio de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fabuloso trem





O bom moço que não quer mudar, amar...
Porém, quer mesmo é esperar!
Está a espera pelo fabuloso trem
Que o levará em algum lugar.
Um local melhor do que aqui.
Irá procurar pelo conforto familiar
Como um tolo a desejar deitar em seu sofá
E poder dizer:
Aaah! Lar doce lar.

Danillo Rodrigues, 06 de maio de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil

A paz é verde




O que a biodiversidade pôs no planeta
Jamais poderia ter sido reprimido por nós,
E nesse planeta, forte é sua voz!

Apunhaladas de preconceito
Uma guerra contra a sua presença na sociedade
Até hoje é realizada, triste realidade.
Todavia, você está ganhando essa batalha sem fundamentos,
Onde o governo para conseguir te atingir
Usa os piores argumentos.

Popular e conhecida há milhares de anos,
Batismo da Babilônia antiga,
Habitada por primórdios humanos.
Mesmo hoje em dia sendo ilícita
Sua presença está sendo mantida.

Desde muitos passados que navegar com suas idéias e ir...

Há lugares nesse mundo onde desfrutar de ti
É permitido sem repressão,
Ou seja, goles de suco, açaí,
Um aqui, outro ali,
Viagens sem passaporte
Livre pensamento,
Imaginação ilimitada do sul ao norte.




Danillo Rodrigues, 06 de maio de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Textura Subjetiva




Pinto a rotina,
Misturo cores exóticas,
Formo uma cortina
E logo após eu abro-a,
Somente para ver pela janela o amanhecer.

Respiro um arco-íris
Apenas para pensar em seu rosto
E colocá-lo em uma tela limpa e pura.
Seu belo sentimento...
Será que estou à altura?
De um belo carinho
Extraí sua textura.

Qual a cor do amor?

Desta vez farei a melhor pintura,
Pois descobri onde seu coração mora,
Usarei os tons certos
Que encontrei explorando mundo a fora.

Sou filho da arte e cresci
Quando encontrei minha doce “Monalisa”.
Seus lábios são como o vermelho de Marte,
Teu corpo pede meu pincel,
Sua alegria transforma o meu ócio
Em uma inspiração forte como ópio.

Dor, hoje não irei tê-la,
Quero apenas estar com ela em casa
E desenhar algo peculiar olhando para o espelho.
Buscar diversas motivações sem borracha,
“Vestir-me” de embriaguez, felicidades e aquarela...
Para que eu possa viver menos os meus medos.

Danillo Rodrigues, 25 de fevereiro de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

1983



O ano é de 1983
E eu estou bebendo nesse bar outra vez
Há quatro anos atrás eu estava nesta mesma mesa,
Foi quando conheci esse lugar,
Se quiser me encontrar, venha pra cá,
Aqui é o meu novo lar.

Desde o falecimento de minha esposa,
Entreguei-me à bebida.
Ela partiu em 1979,
Daí pra frente têm sido doses e doses!
Whisk, cerveja, vinho...
Qualquer coisa que não me deixe “nobre”.

Até perfume já bebi!

Meu filho tentou diversas vezes
Colocar-me em um tratamento,
Porém, só aceita ajuda quem quer ser ajudado,
E ele cansou de me ver bêbado e entregue,
Em berço esplêndido de cana.

A embriaguez me domina e o ócio me visita,
Com um grande rancor pelo destino
E de mim mesmo, apenas ódio.
Raiva de uma fraqueza,
Entreguei-me ao vício,
Permaneci parado e chorando,
Bebendo e vomitando a vida
Enchi meu copo e esqueci que existe felicidade,
E das mais floridas.


Danillo Rodrigues, 24 de fevereiro de 2010.
Salvador, Bahia, Brasil.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vida além da nossa

Vida... além da nossa aqui na Terra
Dentro desse aquário limitado
Ambiente de instinto e “racionalidade”
Ficando rapidamente desgastado

“Olha que povo estranho,
Sociedade obsoleta,
Andam, correm, estão sempre ocupados
Com costumes vagos,
Tudo com muita pressa.

Matam a beça
E com esse espírito destruidor,
Destroem as plantações.
Máquinas de metal barato, fumaça escura,
Cidades impuras e com frágeis estruturas.

O fim da linha pode estar perto
Para esse ser que chamam de humano.
A casa está consumida,
O telhado de vidro quebrando,
O jardim virando pasto...

Toda via, existe ainda a beleza da represa
Chamada esperança, né?
Águas mágicas e de belas margens
Fluindo em leitos fortes molham
E limpam a vida desse mundo.

Desejo aos terráqueos muita sorte,

Porém nossa força e moral
Não podem ser ensinadas.
Pois um calice de sabedoria lá
pode se tornar uma fonte de nova "energia",
Desse ponto surgirão péssimas teorias
Nasceria uma era de dúvidas e agonias.

Tão simples é essa espécie pensante
Que necessita tanto de um novo abrigo...

Afinal meu caro amigo,

Os filhos mortais de Deus merecem a salvação?"

Danillo Rodrigues, 12 de fevereiro de 2010
Salvador, Bahia, Brasil.